Quais equipamentos utilizar na perfuração de solos compactos
- Débora Santos
- há 1 dia
- 3 min de leitura
A perfuração em solos compactos exige perfuratrizes potentes com bits reforçados e acompanhamento constante da estabilidade do furo para reduzir riscos de colapso e desgaste do equipamento

Solos compactos possuem uma capacidade de suporte maior do que outros tipos de solo. Devido a sua menor compressibilidade, eles são capazes de suportar altas cargas sem sofrer recalques significativos, o que é uma vantagem para a edificação. Entretanto, construir fundações em terrenos cujo solo possui tal característica pode ser desafiador. A escolha da técnica de perfuração ideal e da melhor broca para o serviço é fundamental.
Vantagens e desvantagens do solo compacto
Os solos compactos possuem uma permeabilidade inferior em relação a outros tipos de solo, ajudando a evitar infiltrações na fundação. Além disso, em encostas e taludes, eles são mais resistentes a erosões e deslizamentos, o que proporciona estabilidade estrutural. Se o solo for compactado de forma homogênea, há menor risco de partes da estrutura cederem mais que as outras, evitando assentamentos diferenciais.
Por outro lado, sua drenagem é mais difícil justamente por ser um solo pouco permeável, o que pode gerar poças, erosões superficiais ou pressão hidrostática nas fundações devido ao acúmulo de água nas superfícies. Ademais, a perfuração desses solos demanda equipamentos de escavação mais potentes, elevando custos e tempo de obra. Em projetos de paisagismo, o solo compacto prejudica o crescimento das plantas devido à baixa aeração e infiltração de água.
Especificamente em solos argilosos, a compactação excessiva pode intensificar movimentos de dilatação e contração com variações de umidade, provocando fissuras, recalques diferenciais e instabilidade nas fundações ou nas estruturas sobrepostas. Isso compromete o desempenho e a durabilidade da edificação.
Cuidados necessários na perfuração de solos compactos
Ao perfurar solos compactos, é preciso adotar cuidados técnicos para garantir segurança, eficiência e preservação dos equipamentos. Alguns pontos importantes incluem:
Avaliação prévia do solo: realizar sondagens e análises geotécnicas para identificar o grau de compactação, a umidade e possíveis camadas duras ou rochosas.
Escolha do equipamento adequado: utilizar perfuratrizes potentes, com brocas apropriadas (helicoidais, trado contínuo ou rolos cortantes) e sistemas de refrigeração ou lubrificação, se necessário.
Controle da velocidade e pressão: evitar o excesso de força, que pode superaquecer a broca, causar vibrações excessivas ou danificar o equipamento.
Monitoramento da remoção de material: garantir a retirada constante dos detritos para evitar travamentos e manter a eficiência da perfuração.
Verificação de estabilidade: observar a integridade das paredes do furo, especialmente em solos argilosos muito compactos, que podem rachar ou colapsar.
Segurança operacional: usar equipamentos de proteção, sinalização e procedimentos adequados para prevenir acidentes e desgastes.
Esses cuidados asseguram que a perfuração ocorra de forma controlada, preservando tanto o maquinário quanto a qualidade do solo e a precisão da fundação.
Perfuratriz e broca: qual utilizar
Segundo Jonas Krever, especialista da Bristol, “rotores de auto-torque como HB 23, HB 44 e HB 55 acoplados a brocas robustas são ideais para solos pedregosos, especialmente quando se usam brocas de ‘bits’.” A bit é um tipo de broca desenvolvida para a perfuração de matérias resistentes, como solos duros. Ela possui uma alta tecnologia e sua estrutura é reforçada para que suporte alta pressão, torque e rotação. Nesses solos, sua durabilidade é maior, se comparada a outros equipamentos, e ela permite a perfuração de diâmetros maiores e mais profundos.
Krever explica que, para solos muito densos, rochas e cascalhos, há a broca de bits de tungstênio, um dos materiais mais duros e resistentes utilizados na indústria de perfuração resistindo a altas temperaturas e que dificilmente se desgasta. Brocas de tungstênio deve ser usadas com rotores de torque elevado.
A Bristol produz brocas de tungstênio para solos severos, cascalhos e piçarra, as quais variam de 150 mm a 1.000 mm de diâmetro. De modo geral, possuem 1.700 mm ou 2.000 mm de altura. Há ainda o bit C21HD, indicado para a perfuração de fundações.
Diante das particularidades dos solos compactos, o uso de bits reforçados e a operação controlada dos rotores tornam-se necessários. Esses cuidados permitem avançar com precisão, preservam o maquinário e contribuem para a confiabilidade estrutural da fundação implantada.
Para mais informações, acesse: https://www.bristol.ind.br/


















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